Confraternidade de Santa Filomena

Recado do Diretor Espiritual

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2022-08-07

Domingo XIX do Tempo Comum – Ano C


Leitura da Epístola aos Hebreus (Heb 11,1-2.8-19)


Ideia principal: O verdadeiro discípulo está atento e disponível para acolher o Senhor. Foi essa a atitude de Abrão e Sara, por isso descobriram os bens futuros na caducidade da vida presente.

- Depois da destruição de Jerusalém e do Templo (Ano 70), muitos hebreus fogem e espalham-se pelo mundo, altura em que um grande número deles abraça a fé cristã. Como membros do povo eleito e como cristãos, perguntam-se: Por que é que temos sido atingidos por tantas desgraças? Por que é que os nossos irmãos de raça nos perseguem por sermos cristãos? A Carta aos Hebreus é dirigida a estas pessoas em provação.

- No texto que escutámos, entrelaçam-se os temas da esperança e da fé. O crente, neste retrato esboçado pelo autor anónimo da Carta aos Hebreus, é alguém que vê o invisível… Abraão, o amigo de Deus, que, dois domingos atrás, intercedia pelos justos de Sodoma, obedecendo a uma ordem do Amigo continua a sua peregrinação. O Pai da fé, transmite-nos um ensinamento: não temos aqui em baixo morada permanente.

- Abraão e Sara tiveram apenas um filho; nómadas continuaram em demanda da Terra e do Povo. Bastou-lhes um pequeno sinal. Contentam-se com as promessas que não veem, ou que apenas entreveem… como se possuíssem o que ainda não possuíam, já as veem, saudando-as de longe. Somos assim? Bastam-nos os sinais de libertação e de paz, para vivermos na fé e na esperança a realização plena das promessas do Reino?


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Pai Santo, dou-Te graças pelo exemplo de Abraão e de Sara: pela fé e na esperança, contemplaram antecipadamente a realização das promessas que lhes fizestes, “sandando-as de longe”. Neste mundo descrente e hostil, saiba ler os sinais do Teu Amor e assumir-me como peregrino e estrangeiro, caminhando rumo ao Céu, a pátria definitiva. Senhor, aumenta a minha fé e dá firmeza à minha esperança! Amem.


LEITURA II – Heb 11,1-2.8-19


A fé é a garantia dos bens que se esperam e a certeza das realidades que não se veem.
Ela valeu aos antigos um bom testemunho. Pela fé, Abraão obedeceu ao chamamento
e partiu para uma terra que viria a receber como herança; e partiu sem saber para onde ia.
Pela fé, morou como estrangeiro na terra prometida, habitando em tendas, com Isaac e Jacob,
herdeiros, como ele, da mesma promessa, porque esperava a cidade de sólidos fundamentos,
cujo arquiteto e construtor é Deus. Pela fé, também Sara recebeu o poder de ser mãe
já depois de passada a idade, porque acreditou na fidelidade d’Aquele que lho prometeu.
É por isso também que de um só homem – um homem que a morte já espreitava –
nasceram descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e como a areia que há na praia do mar. Todos eles morreram na fé, sem terem obtido a realização das promessas.
Mas vendo-as e saudando-as de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. Aqueles que assim falam mostram claramente que procuram uma pátria.
Se pensassem na pátria de onde tinham saído, teriam tempo de voltar para lá.
Mas eles aspiravam a uma pátria melhor, que era a pátria celeste.
E como Deus lhes tinha preparado uma cidade, não Se envergonha de Se chamar seu Deus.
Pela fé, Abraão, submetido à prova, ofereceu o seu filho único Isaac, que era o depositário das promessas, como lhe tinha sido dito: «Por Isaac será assegurada a tua descendência».
Ele considerava que Deus pode ressuscitar os mortos;
por isso, numa espécie de prefiguração, ele recuperou o seu filho.